és tudo, sim!
és má, mas, maravilhosa,
e inda tens os lábios rosa.
és linda quando, de mim, goza.
só não me deixa, também, gozar.
faço-te, então, uma simples proposta:
larga toda essa bosta, e vem pr'o mundo,
serás minha dama, e eu teu eterno-vagabundo.
e, que venha oque virá!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
(Ca)lendário
As nuvens pararam
Sem aviso e sem porquê
Ele não sabia mais
O que pagar pra ver
E os arrepios não cessavam
Tudo passando pelas suas mãos
Um ano, um mês, uma canção
Passando pelas suas mãos
Segurava o tempo
Como se não lhe restasse nenhum
De mil anos fez uma vida
Em uma vida foi só um
Melhor seria ter sido milhares
Ambíguos, em pares
Díspares, singulares
Melhor seria
Mas não foi
Sem aviso e sem porquê
Ele não sabia mais
O que pagar pra ver
E os arrepios não cessavam
Tudo passando pelas suas mãos
Um ano, um mês, uma canção
Passando pelas suas mãos
Segurava o tempo
Como se não lhe restasse nenhum
De mil anos fez uma vida
Em uma vida foi só um
Melhor seria ter sido milhares
Ambíguos, em pares
Díspares, singulares
Melhor seria
Mas não foi
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Pedra e Sabão
Céu fechado, por florestas de tesouro.
Céu aberto, pelo pasto carne e couro.
Seu zoombido de um verde de bezouro.
Um sorrizo amarelo, amarelo como ouro.
Como se do céu descesse escada,
com luzes vindo do nada.
Como se no inferno houvesse escravidão,
com fogo brotando do chão.
E no purgatório pedra e sabão,
para fazer arte,
para doar o coração,
se entregar de carne e alma,
para ter, em casa, pão.
A incerteza de se há certo ou errado.
A água misturada no branco do chão,
no leite derramado.
Céu aberto, pelo pasto carne e couro.
Seu zoombido de um verde de bezouro.
Um sorrizo amarelo, amarelo como ouro.
Como se do céu descesse escada,
com luzes vindo do nada.
Como se no inferno houvesse escravidão,
com fogo brotando do chão.
E no purgatório pedra e sabão,
para fazer arte,
para doar o coração,
se entregar de carne e alma,
para ter, em casa, pão.
A incerteza de se há certo ou errado.
A água misturada no branco do chão,
no leite derramado.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Pena de Corvo
Eu falo
Você não me escuta
O dia em que fomos só nós
Fomos belos, fomos sós
Fomos tudo, pré e pós
Eu falo
Você não me escuta
Sem que nada venha atrapalhar
Andamos pelo nosso caminho
Sentimos o nosso destino chegar
Eu grito
Você não me escuta
Esses olhos que já foram precisos
Olham pro nada com um brilho
E um imenso vazio interno
Eu choro
Você não me escuta
No que fecham sua última morada
Que trocastes pelo nosso convívio
Descanse em paz
Você não me escuta
O dia em que fomos só nós
Fomos belos, fomos sós
Fomos tudo, pré e pós
Eu falo
Você não me escuta
Sem que nada venha atrapalhar
Andamos pelo nosso caminho
Sentimos o nosso destino chegar
Eu grito
Você não me escuta
Esses olhos que já foram precisos
Olham pro nada com um brilho
E um imenso vazio interno
Eu choro
Você não me escuta
No que fecham sua última morada
Que trocastes pelo nosso convívio
Descanse em paz
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Veraneio
Reflexo de si
Palavras sem nexo
Venta muito aqui
Realidade paralela
Verde e amarela
Quando abre a janela
Gota que cai do dedo
Se junta na poça
Faz tremeluzir a imagem
Daquela velha menina moça
As horas se arrastam na espera
A paisagem nua, tão bela
Na minha própria cidade
Já sentindo o peso da idade
Que me esperem os grandes rochedos
Já chego lá
Amanhã, já bem cedo
Palavras sem nexo
Venta muito aqui
Realidade paralela
Verde e amarela
Quando abre a janela
Gota que cai do dedo
Se junta na poça
Faz tremeluzir a imagem
Daquela velha menina moça
As horas se arrastam na espera
A paisagem nua, tão bela
Na minha própria cidade
Já sentindo o peso da idade
Que me esperem os grandes rochedos
Já chego lá
Amanhã, já bem cedo
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sem Sentido
Hoje, vou sair por ai...
Quebrar uns olhos,
arrombar uns ouvidos,
invadir mentes.
Hoje, vou sair por ai...
navegar no vento,
flutuar no chão,
brotar sementes.
Hoje,
vou renascer ou morrer,
vou ser ou serei
Dama ou Rei,
vou ser o que dar de comer.
Amanhã,
não vou ver, ouvir ou pensar.
Amanhã,
não haverá vento, ou chão pr'eu brotar.
Ontem já passou.
Mas, é bom de se lembrar
enquanto há "hoje" em algum lugar.
Quebrar uns olhos,
arrombar uns ouvidos,
invadir mentes.
Hoje, vou sair por ai...
navegar no vento,
flutuar no chão,
brotar sementes.
Hoje,
vou renascer ou morrer,
vou ser ou serei
Dama ou Rei,
vou ser o que dar de comer.
Amanhã,
não vou ver, ouvir ou pensar.
Amanhã,
não haverá vento, ou chão pr'eu brotar.
Ontem já passou.
Mas, é bom de se lembrar
enquanto há "hoje" em algum lugar.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Uma só
No que a noite vai
Tranquila e serena
Tão longe de Ipanema
Vem a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Sem qualquer movimento
Sem mover um músculo sequer
Sem nem pensar pensamentos
Sem saber o que quer
Olhando o nada
Como se brilhasse o tudo
Como se subisse uma escada
Até o topo do mundo
E o que me resta é sonhar
Qualquer sonho seu
E levar na minha vida
Tudo que a gente não viveu
Nem viverá
Tranquila e serena
Tão longe de Ipanema
Vem a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Sem qualquer movimento
Sem mover um músculo sequer
Sem nem pensar pensamentos
Sem saber o que quer
Olhando o nada
Como se brilhasse o tudo
Como se subisse uma escada
Até o topo do mundo
E o que me resta é sonhar
Qualquer sonho seu
E levar na minha vida
Tudo que a gente não viveu
Nem viverá
Assinar:
Postagens (Atom)