Reflexo de si
Palavras sem nexo
Venta muito aqui
Realidade paralela
Verde e amarela
Quando abre a janela
Gota que cai do dedo
Se junta na poça
Faz tremeluzir a imagem
Daquela velha menina moça
As horas se arrastam na espera
A paisagem nua, tão bela
Na minha própria cidade
Já sentindo o peso da idade
Que me esperem os grandes rochedos
Já chego lá
Amanhã, já bem cedo
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sem Sentido
Hoje, vou sair por ai...
Quebrar uns olhos,
arrombar uns ouvidos,
invadir mentes.
Hoje, vou sair por ai...
navegar no vento,
flutuar no chão,
brotar sementes.
Hoje,
vou renascer ou morrer,
vou ser ou serei
Dama ou Rei,
vou ser o que dar de comer.
Amanhã,
não vou ver, ouvir ou pensar.
Amanhã,
não haverá vento, ou chão pr'eu brotar.
Ontem já passou.
Mas, é bom de se lembrar
enquanto há "hoje" em algum lugar.
Quebrar uns olhos,
arrombar uns ouvidos,
invadir mentes.
Hoje, vou sair por ai...
navegar no vento,
flutuar no chão,
brotar sementes.
Hoje,
vou renascer ou morrer,
vou ser ou serei
Dama ou Rei,
vou ser o que dar de comer.
Amanhã,
não vou ver, ouvir ou pensar.
Amanhã,
não haverá vento, ou chão pr'eu brotar.
Ontem já passou.
Mas, é bom de se lembrar
enquanto há "hoje" em algum lugar.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Uma só
No que a noite vai
Tranquila e serena
Tão longe de Ipanema
Vem a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Sem qualquer movimento
Sem mover um músculo sequer
Sem nem pensar pensamentos
Sem saber o que quer
Olhando o nada
Como se brilhasse o tudo
Como se subisse uma escada
Até o topo do mundo
E o que me resta é sonhar
Qualquer sonho seu
E levar na minha vida
Tudo que a gente não viveu
Nem viverá
Tranquila e serena
Tão longe de Ipanema
Vem a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Sem qualquer movimento
Sem mover um músculo sequer
Sem nem pensar pensamentos
Sem saber o que quer
Olhando o nada
Como se brilhasse o tudo
Como se subisse uma escada
Até o topo do mundo
E o que me resta é sonhar
Qualquer sonho seu
E levar na minha vida
Tudo que a gente não viveu
Nem viverá
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Abafo
Como nos fundos mais fundos
É naquele que encontro meu repouso
Cheio de brilhos, simples mundos
Desinteresse tão profundo
É como se nada desse mundo
Pudesse tocar sua alma
Pudesse abalar sua calma
Pudesse te fazer chorar
E sei que também choras
Mas por trás das lentes escuras
Dos reflexos de Sol
Onde ninguém te veja, e você seja
Somente sua, alma individual
Falo com as nuvens
Pois não adianta falar com teus ouvidos
Que parecem estar sintonizados
Em qualquer rádio de um planeta distante
Onde existe um lugar só pra você
E é o que escrevo pelas paredes
É o que grito pelas passagens
É o que escuta nos ruídos
É o que vejo nas imagens
Felicidade estabanada
Ambígua, desesperada
É naquele que encontro meu repouso
Cheio de brilhos, simples mundos
Desinteresse tão profundo
É como se nada desse mundo
Pudesse tocar sua alma
Pudesse abalar sua calma
Pudesse te fazer chorar
E sei que também choras
Mas por trás das lentes escuras
Dos reflexos de Sol
Onde ninguém te veja, e você seja
Somente sua, alma individual
Falo com as nuvens
Pois não adianta falar com teus ouvidos
Que parecem estar sintonizados
Em qualquer rádio de um planeta distante
Onde existe um lugar só pra você
E é o que escrevo pelas paredes
É o que grito pelas passagens
É o que escuta nos ruídos
É o que vejo nas imagens
Felicidade estabanada
Ambígua, desesperada
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Sal dá de...
Oh! sal dá de você.
Sal dá, de mar a mar.
Se a "solda" não o derreter,
o Sol derreterá.
Oh! saudade. Você,
Sol, dá de cá pra cá.
Se és só, há de doer,
se és sã há de amar.
Há sais onde há mar.
Vá, sai, pr'onde há ar.
Há sóis nó beijo, seu.
A sós, só sei amar.
Areia, terra e sal.
Só há rei na Terra do Sol.
"A", letra vogal.
"S", Rei do Plural.
Cavam,
As pás.
Idem,
Aspas.
Amar dá saudade.
Sal dá, de mar a mar.
O Sol na Lua se esconde.
Há noite, se há mar...
À noite se amar.
Sal dá, de mar a mar.
Se a "solda" não o derreter,
o Sol derreterá.
Oh! saudade. Você,
Sol, dá de cá pra cá.
Se és só, há de doer,
se és sã há de amar.
Há sais onde há mar.
Vá, sai, pr'onde há ar.
Há sóis nó beijo, seu.
A sós, só sei amar.
Areia, terra e sal.
Só há rei na Terra do Sol.
"A", letra vogal.
"S", Rei do Plural.
Cavam,
As pás.
Idem,
Aspas.
Amar dá saudade.
Sal dá, de mar a mar.
O Sol na Lua se esconde.
Há noite, se há mar...
À noite se amar.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Aorta
Veja que...
a inveja vai bater na sua porta,
pela sua beleza morta,
por sua reta-vida torta,
quando chover na sua horta..
Sem cereja na minha torta
ou a faca que corta,
e faz sangrar a minha Aorta,
quando viva ou quando morta.
É a vida de um mortal,
queira bem ou queira mal,
por a roupa no varal
para seca-la, o vendaval
e esperar pelo presente futuro
roendo a vida...
osso duro.
a inveja vai bater na sua porta,
pela sua beleza morta,
por sua reta-vida torta,
quando chover na sua horta..
Sem cereja na minha torta
ou a faca que corta,
e faz sangrar a minha Aorta,
quando viva ou quando morta.
É a vida de um mortal,
queira bem ou queira mal,
por a roupa no varal
para seca-la, o vendaval
e esperar pelo presente futuro
roendo a vida...
osso duro.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Good Man, Benny!
Me encontro no vazio
Nas pausas, nos silêncios
Sinto o frio dos que sentem
Subir na pele o calor
Procuro respostas
Encontro umas bostas
Que uns chamam de conselhos
Outros de pura bobagem
Tagarelagem e babaquice
Vivo andando em silêncio
Tagarelando com os pássaros
Embriagado de idéias
Que insistem em ficar trancadas
Reclusas em minha caixa craniana
E em minha outra caixa
Toraxicamente gritam diferentes
Gentes pequenas internas
Impacientes
Pff...
Sentimentos...
Quem liga?!
Nas pausas, nos silêncios
Sinto o frio dos que sentem
Subir na pele o calor
Procuro respostas
Encontro umas bostas
Que uns chamam de conselhos
Outros de pura bobagem
Tagarelagem e babaquice
Vivo andando em silêncio
Tagarelando com os pássaros
Embriagado de idéias
Que insistem em ficar trancadas
Reclusas em minha caixa craniana
E em minha outra caixa
Toraxicamente gritam diferentes
Gentes pequenas internas
Impacientes
Pff...
Sentimentos...
Quem liga?!
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